ninfoplastia

Ninfoplastia

Na maioria dos casos, a estética e o incômodo psicológico durante a exposição ao parceiro e a relação sexual é a motivação para a cirurgia íntima feminina, também chamada de ninfoplastia. O incômodo acontece pois estas estruturas acabam dobrando-se para dentro da vagina durante a penetração. Em casos mais raros, a dificuldade em higienizar a região acaba provocando acúmulo de secreções e urina levando a infecções constantes, como a candidíase, o que também leva as mulheres a optar pela Cirurgia Plástica.

A ninfoplastia é uma cirurgia plástica que tem por objetivo diminuir os pequenos lábios vaginais, estruturas que têm como principal função direcionar o jato de urina durante a micção. Além disso, os pequenos lábios também tem a função de proteger a vagina. Quando indicado, a cirurgia íntima feminina também pode alterar o tamanho e formato dos grandes lábios.

O “monte de Vênus” também pode ser lipoaspirado, caso a paciente queira diminuir seu volume, ou receber enxerto de gordura para quem deseja aumentar o volume nessa região.

Uma cirurgia mais delicada e menos comum é a de correção da hipertrofia clitoriana. Algumas mulheres, no entanto, se incomodam com o tamanho do órgão e desejam diminuí-lo. A área é responsável pelo prazer feminino, por isso a cirurgia nesse órgão deve ter uma indicação precisa e o procedimento realizado com a máxima acurácia, uma vez que apresenta resultados permanentes.

Quando o envelhecimento, perda de peso ou fatores de hereditariedade “murcham” os grandes lábios, o cirurgião pode melhorar a região com aplicações de gordura da própria paciente (lipoenxertia).

Normalmente é utilizada a anestesia raqui ou peridural com sedação simples. Como opção, pode-se ainda usar apenas anestesia local com sedação. São dados pontos, normalmente absorvíveis, ou seja, que não precisam ser retirados posteriormente. Por se tratar de uma cirurgia simples, a paciente pode ir para casa no mesmo dia.

As cicatrizes costumam ser discretas. Pode ocorrer diminuição da sensibilidade após a cirurgia que se normaliza após a cicatrização (cerca de 30 dias). A sensibilidade durante a relação sexual não será alterada.

Pacientes com infecção ativa no local devem fazer tratamento antes de se submeter à cirurgia. A cirurgia íntima não possui contraindicações absolutas, no entanto, como em qualquer cirurgia, indivíduos com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial descompensadas devem evitar procedimentos cirúrgicos. Em caso de tabagismo deverá haver abstinência por dois ou três meses antes da cirurgia.

O repouso deve ser mantido pelo período de dois a três dias após a cirurgia. É possível retornar gradualmente aos exercícios físicos três semanas após a cirurgia. É indicado evitar exercícios que pressionem a região operada, como andar de bicicleta.

Após 30 dias a incisão já está cicatrizada, sendo possível visualizar resultados parciais. O resultado final aparece geralmente depois de 3 meses após a resolução total do edema (inchaço) pós-operatório.

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Referências: SBCP, Plastic Surgery Grabb and Smith e Cirurgia Plástica fundamentos e Arte, Mélega
Colaboração: Dra. Daniela Velozo – médica dermatologista