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Vitiligo

O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões formam-se devido à diminuição ou ausência de melanócitos (as células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo. Além disso, alterações ou traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

A doença é caracterizada por lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas na pele com uma distribuição característica. O tamanho das manchas é variável.

O vitiligo pode ser dividido em dois grandes grupos e, a partir daí, em sete tipos:

Vitiligo localizado: nele, uma ou mais manchas podem surgir em, pelo menos, três partes do corpo, com evolução rápida (cerca de semanas ou alguns poucos meses) seguida de estabilização. A partir daí também não surgem novas manchas. O vitiligo localizado pode ser classificado como segmentar, focal ou de mucosas.

• O tipo segmentar é caracterizado por manchas do formato de faixas e unilaterais, ou seja, de um lado só do corpo;
• O focal é o tipo em que aparecem manchas em duas ou três partes do corpo, como mãos, axilas, pés e pálpebras. O tipo focal de vitiligo é o mais comum de todos;
• O de mucosas aparece somente em lábios e na região genital.

Vitiligo generalizado: às vezes, o vitiligo do tipo focal desenvolve para a forma generalizada, embora isso não seja tão comum. As manchas são simétricas, acometendo os mesmos locais e em ambos os lados do corpo. O vitiligo generalizado pode evoluir rápida ou lentamente e pode, ainda, estabilizar depois de determinado tempo. São quatro tipos distintos de vitiligo generalizado: vulgar, misto, universal e acrofacial.

• O mais comum deles é o tipo vulgar, em que surgem manchas simétricas em diversas áreas do corpo.
• O tipo misto consiste em uma mistura dos tipos vulgar e segmentar.
• Já o vitiligo universal, que é muito raro, acomete mais de 70% do corpo.
• Por último, o vitiligo do tipo acrofacial só leva ao surgimento de manchas no rosto, nas mãos e nos pés.

Vitiligo

Vitiligo

O vitiligo possui diversas opções terapêuticas, que variam conforme o quadro clínico de cada paciente. O dermatologista é o profissional mais indicado para realizar o diagnóstico e tratamento da doença.

Importante: o vitiligo não é contagioso e não traz prejuízos a saúde física. No entanto, as lesões provocadas pela doença não raro impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Nesses casos, o acompanhamento psicológico pode ser recomendado.

Não existem formas de prevenção do vitiligo. Como em cerca de 30% dos casos há um histórico familiar da doença, os parentes de indivíduos afetados devem realizar uma vigilância periódica da pele e recorrer ao dermatologista caso surjam lesões de hipopigmentação, a fim de detectar a doença precocemente e iniciar cedo a terapêutica.

Os pacientes com vitiligo devem evitar os fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes. Evitar o uso de vestuário apertado, ou que provoque atrito ou pressão sobre a pele, e diminuir a exposição solar. Controlar o estresse é outra medida bem-vinda.

É bom salientar que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. Ele irá determinar o tipo de vitiligo do paciente, verificar se há alguma doença autoimune associada e indicar a terapêutica mais adequada.

O tratamento do vitiligo é individualizado e os resultados podem variar consideravelmente entre um paciente e outro. O tratamento deve ser discutido com um dermatologista, conforme as características de cada paciente.

Alguns medicamentos podem ajudar a melhorar a aparência da pele, como cremes que controlam a doença e que, se usados logo no início, podem até ajudar a restaurar a cor original da pele. Entretanto é necessário o uso dos medicamentos tópicos por meses até que seja observada a resposta terapêutica. Geralmente são utilizados topicamente os corticosteróides, derivados da vitamina D e imunomoduladores cutâneos. Também pode-se empregar tecnologias como o Laser, bem como técnicas cirúrgicas ou transplante de melanócitos.

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Referências: SBD, SBCD, Tratado de Dermatologia de Fitzpatrick e Manual de Dermatologia Clínica de Sampaio e Rivitti
Colaboração: Dra. Daniela Velozo – médica dermatologista