celulite

Dermolipodistrofia Ginóide (celulite)

A celulite (Dermolipodistrofia Ginóide), ou a famosa aparência de “casca de laranja” nas coxas, quadris, nádegas é causada quando a gordura se acumula entre os cordões conjuntivos fibrosos que “amarram” a pele ao músculo subjacente. Quando as células de gordura se acumulam, empurram a pele, que é puxada para baixo pelos cordões fibrosos, criando uma superfície irregular ou ondulações, os populares “furinhos”.

A ocorrência da celulite é bem maior entre as mulheres do que entre os homens. De fato, nove em cada dez mulheres têm algum grau de celulite. Isso ocorre porque a gordura se acumula nas coxas, quadris e nádegas – áreas comuns para a celulite. Também é mais frequente nas mulheres devido a estrutura das fibras do tecido conjuntivo da mulher, que é diferente da do homem, o que propicia o aparecimento da celulite. Além disso, a celulite é mais comum com o aumento da idade, pois a pele perde parte de sua elasticidade.

Celulite grau I

Celulite grau II

Celulite grau III

Celulite grau IV

O ganho de peso pode fazer com que a celulite fique mais visível, embora possa estar presente em indivíduos magros. A genética familiar é outra causa importante na tendência de se desenvolver celulite.

A escolha do tratamento para combater a celulite deve levar em conta fatores como:
• tipo de pele do paciente
• tipo e grau de celulite
• presença de flacidez e gordura localizada
• combate aos agentes que possivelmente causaram a celulite (sobrepeso, retenção de líquidos ou questões hormonais).

Por isso é importante consultar um médico dermatologista para que após o exame clínico seja indicado o tratamento mais adequado para cada caso. Atualmente os métodos mais utilizados para o tratamento da celulite são associações de modernas tecnologias como radiofrequência, raios infravermelhos e sucção mecânica, além de cremes para uso tópico e técnicas de drenagem linfática e massagem estética modeladora. Para que se obtenha um resultado melhor e mais duradouro, é indispensável adotar uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercícios físicos.

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Referências: SBD, SBCD, Tratado de Dermatologia de Fitzpatrick e Manual de Dermatologia Clínica de Sampaio e Rivitti
Colaboração: Dra. Daniela Velozo – médica dermatologista