fotodinamica

Terapia Fotodinâmica

A Terapia Fotodinâmica (PDT) é uma reação química ativada por luz (Laser, LED ou LIP) usada para destruição seletiva de um tecido e requer um agente fotossensibilizante no tecido-alvo, uma fonte de luz e oxigênio. O produto é absorvido principalmente por células cancerosas e pré-cancerosas, que as destrói seletivamente por meio de um processo de oxidação celular e preserva a pele normal.

Nos caso dos procedimentos dermatológicos, o MAL (Metil Amino-levulinato) e o ALA (Ácido Amino Levulínico) são os agentes fotossensibilizantes.

A Terapia Fotodinâmica é uma boa opção para o tratamento de ceratoses actínicas disseminadas na face, couro cabeludo, antebraços e dorso das mãos, e carcinomas basocelulares superficiais, na doença de Bowen e em pacientes imunossuprimidos, quando a excisão cirúrgica está contraindicada.

A PDT inicia-se da seguinte forma: um corante específico é aplicado sobre a lesão. Após aplicação, a região é coberta para não receber nenhum tipo de luz, enquanto o paciente espera por cerca de três horas até o início do procedimento.

Logo após este período, a região recebe a luz vermelha de um laser que ativa o corante, eliminando as células doentes e aquelas passíveis de câncer ao redor da lesão. Cada lesão recebe entre 7 a 10 minutos de incidência de luz.

No caso das queratoses actínicas, o tratamento geralmente necessita de uma a duas sessões, com intervalo de um mês. No tratamento de carcinomas, são recomendadas duas sessões, com intervalo de uma semana entre elas.

Ocorre vermelhidão na área, com posterior formação de crostas, que irão se desprender no período de 3 a 4 dias, junto com uma descamação importante da pele. O paciente deve evitar a luz do sol e utilizar filtro solar recomendado pelo médico dermatologista.

Entre as principais vantagens da Terapia Fotodinâmica está o fato dela ser considerada um tratamento eficaz, com bons resultados estéticos, possibilidade de tratamento de múltiplas lesões em uma mesma sessão e tratamento de lesões em localizações de difícil abordagem cirúrgica. Apesar destas vantagens, seu uso é restrito a tumores superficiais.

Mais recentemente, a PDT tem sido indicada no tratamento do fotoenvelhecimento, acne, hidrosadenite, esclerodermia, psoríase, verrugas, leishmaniose, entre outras. Entretanto essas novas indicações necessitam de mais estudos e comprovações científicas que justifiquem seu uso em substituição aos tratamentos já consagrados.

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Referências: SBD, SBCD, Tratado de Dermatologia de Fitzpatrick e Manual de Dermatologia Clínica de Sampaio e Rivitti
Colaboração: Dra. Daniela Velozo – médica dermatologista